ESPONDILITE ANQUILOSANTE

Descrição e Epidemiologia

A espondilite anquilosante (EA) é doença reumática crônica que atinge até 1% da população, afetando articulações sacroilíacas e costo-esternais de forma ascendente na coluna. Afeta três vezes mais homens que mulheres e surge entre os 20 e 40 anos de idade.

Sinais e Sintomas

Caracterizando-se pela inflamação das articulações da coluna e das grandes articulações, como quadris, ombros e outras regiões. A lombalgia inflamatória é característica, com rigidez matutina e melhora com atividades físicas. Pode associar-se a importante limitação funcional e comprometimento da qualidade de vida dos pacientes. Uveite é complicação frequente. Sem tratamento pode evoluir para fibrose pulmonar e lesões de válvulas cardíacas.

Laboratório

Não há exames laboratoriais específicos da doença. Os marcadores de inflamação velocidade de sedimentação e a proteína C reativa estão frequentemente elevados, podendo no entanto ser normais. Caracteristicamente o fator reumatoide é negativo, bem como os anticorpos anti-nucleares (FAN). Uma anemia de doença crônica está presente em 15% dos casos. Um teste especial – a pesquisa do antígeno de histocompatibilidade HLA B27, se positivo indica maior tendência para ocorrer EA, no entanto não serve por si só para confirmar o diagnóstico. Os exames radiológicos podem fazer o diagnóstico quando já existe calcificação dos ligamentos intervertebrais (sindesmófitos) ou alterações avançadas das articulações sacroilíacas. Inicialmente, apesar de os sintomas serem exuberantes, exames radiológicos podem ser normais. Assim, indica-se a ressonância magnética da bacia e coluna como melhor recurso para o diagnóstico precoce da EA.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito pela combinação dos achados clínicos e das evidências radiológicas de sacroileíte definidos pelos critérios modificados de New York de 1984. O grupo ASAS também define critérios diagnósticos. Deve-se considerar alguns fatores de risco, como fator reumatoide negativo, HLA-B27 positivo, história familiar, gênero masculino, idade de início inferior a 40 anos e ressonância magnética de articulações sacroilíacas.

Tratamento

O tratamento da EA tem como objetivo o alívio da dor e inflamação, bem como manutenção da postura e da função articular. Envolve medidas educacionais, farmacológicas, físicas e de reabilitação, às vezes inclusive cirúrgicas. O tratamento consiste no uso de anti-inflamatórios e terapia física, embora estas sejam medidas paliativas, sem alterar o curso da doença. Nos casos refratários ou intolerantes deve-se instituir sulfasalazina ou metotrexato para as artrites periféricas, e agentes biológicos anti-TNF – estes capazes de modificar o curso da doença.

Links úteis

http://www.scielo.br/pdf/rbr/v48n4/v48n4a08.pdf

http://www.producao.usp.br/bitstream/handle/BDPI/39601/S0482-50042012000500009.pdf?sequence=1

http://www.asas-group.org/mission-statement.php

RICARDO REGIS

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