DIABETES MELLITUS TIPO 1

Descrição e Epidemiologia

Doença autoimune caracterizada pela destruição das células β e uma consequente deficiência de insulina. Responsável por 5% a 10% de todos os casos de diabetes no mundo, doença que acomete cerca de 387 milhões de pessoas. Além disso, é o subtipo mais comum diagnosticado nos pacientes abaixo dos 20 anos de idade.

Manifestações clínicas

Acomete geralmente crianças ou adolescentes que desenvolvem, ao longo de dias ou semanas, os seguintes sintomas: poliúria, polidipsia, polifagia e emagrecimento. Em crianças pequenas as primeiras manifestações podem ser enurese noturna e candidíase vaginal. Eventualmente a doença só é percebida na descompensação, que é a cetoacidose diabética. Mas a maioria dos casos de cetoacidose acontece em pacientes previamente diagnosticados. 

Exames laboratoriais

Os marcadores de autoimunidade são os autoanticorpos anti-ilhota ou antígenos específicos da ilhota, incluindo os anticorpos anti-insulina, anti-descarboxilase do ácido glutâmico (GAD 65), anti-tirosina-fosfatases (IA2 e IA2B) e anti-transportador de zinco. Esses anticorpos podem ser verificados meses antes do diagnóstico clínico (pré-clínico) e em 90% dos pacientes quando se detecta hiperglicemia. A glicose em jejum acima de 126 mg/dL indica a doença, quando então não há necessidade de solicitar teste de tolerância à glicose.

Diagnóstico

Além da utilização da hemoglobina glicada (HbA1c), são três os critérios aceitos para o diagnóstico do DM:

  • Sintomas de poliúria, polidipsia e perda ponderal acrescidos de glicemia casual ≥ 200 mg/dL. Compreende-se por glicemia casual aquela realizada a qualquer hora do dia, independentemente do horário das refeições.
  • Glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL. Em caso de pequenas elevações da glicemia, o diagnóstico deve ser confirmado pela repetição do teste em outro dia.
  • Glicemia de 2 h pós-sobrecarga de 75 g de glicose ≥ 200 mg/dL.

Tratamento

O uso de insulina é imprescindível no tratamento do DM tipo 1. A dose diária total preconizada varia de 0,5 a 1 U/kg/dia. A dose depende da idade, do peso corporal, do estágio puberal, do tempo de duração e da fase do diabetes, da ingestão de alimentos e sua distribuição, do automonitoramento e da HbA1c. Também depende da rotina diária, da prática de exercícios e das intercorrências. O tratamento intensivo clássico utiliza 2 doses de insulina neutral protamine Hagedorn (NPH) (antes do café e antes de dormir), com 3 doses de insulina regular (antes do café, do almoço e do jantar). Contudo, com o surgimento dos análogos de insulina de ação ultrarrápida (lispro, asparte e glulisina), algumas vantagens podem ser obtidas na substituição da insulina regular.

Links úteis

http://www.diabetes.org.br/publico/ideias-e-comentarios/1195-manejo-do-diabetes-mellitus-paralelo-entre-o-conhecimento-dos-profissionais-de-saude-e-da-populacao-leiga

https://www.endocrino.org.br/o-que-e-diabetes/

SERGIO CRUZ

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