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ALÉM DAS ORDENS DO MÉDICO: 5 MANEIRAS DE MELHORAR SUAS CHANCES DE SUCESSO COM A ARTRITE

Para se dar bem com uma doença crônica como os reumatismos há que se lutar e trabalhar mais, além do que o médico lhe aconselhou durante a consulta. Apenas tomar remédios não vai trazer um funcionamento melhor de suas juntas, com consequente melhora da qualidade de vida.

Se você tem vontade de trabalhar nestes aspectos, cinco hábitos asseguram-lhe viver com sucesso com sua artrite:

1) Aprender tudo o que puder. Conhecimento é poder, dizem mais do que 3000 pacientes e 1000 médicos que participaram de recente enquete nos EUA. Eles classificaram “aprender mais sobre minha condição” como número 1 nos quesitos de tratamento. Ação que os ajudou, fazendo com se sentissem “armados e no controle”. Leia tudo o que você possa, e localize fontes confiáveis de novas informações. Descubra onde aulas de exercícios estão sendo realizadas na sua comunidade, e pergunte muitas questões para seu médico, para seu terapeuta físico e para outros prestadores de cuidados de saúde. A Internet pode ser ótima fonte, porém olho vivo: sabe-se que mais de 85% das informações em páginas de saúde podem estar simplesmente erradas. Sempre confirme tudo com seu reuamtologista.

2) Prestar atenção a suas emoções. A depressão não só leva você para baixo como também reduz a chance de controlar sua condição. Ter artrite cresce as suas chances de desenvolver a depressão. Olhe para os sinais de alerta: cansaço constante, falta de apetite, problema em tomar decisões, sono interrompido e fraqueza inexplicável. Converse com seu médico sobre eles. Os especialistas recomendam desviar-se da depressão, desenvolvendo um trabalho em família e/ou rede de amigos, que o anime quando você começar a se sentir para baixo e que possam mantê-lo ativo.

3) Fazer do médico um parceiro em seus cuidados. Afinal, você é o responsável pelos cuidados de sua saúde, e é muito mais provável encontrar sucesso se você e seu médico tomarem decisões em conjunto. Fique certo que o seu médico gastou tempo com você para discutir opções de tratamento e respondeu a todas as suas perguntas. Peça a ele para conversar com você sobre o que você pode fazer para melhorar o seu funcionamento, como perder peso, tornar-se mais ativo psicologicamente ou reduzir o estresse. Não fique embaraçado em conversar com o seu médico sobre qualquer coisa, incluindo admitir quando você não seguiu seu conselho. Concorde em descordar quando vocês dois têm opiniões diferentes – e mantenha a conversa sobre o assunto.

4) Tomar decisões. É natural ficar incerto e chateado depois de ser diagnosticado com artrite ou com uma condição relacionada. De repente você pode sentir que a sua vida produtiva acabou e ficar preocupado que você não é capaz de dar sustento a sua família, ou mesmo que você se tornou incapaz. Mas aqueles que vivem com sucesso com doenças crônicas aceitam que seus diagnósticos estão aqui para ficar e eles rapidamente começam a pensar sobre como precisaram adaptar suas vidas. Veja o que você pode fazer e o que você pode precisar para mudar (atividades diárias, dieta, períodos de sono, exercícios ou nível de estresse). Faça um plano (com seu médico) e escreva-o. Converse com a sua família e amigos sobre as mudanças que você irá precisar fazer. Deixar outros saber sobre seus planos pode ajudá-lo a se manter na trajetória traçada.

5) Investir em você mesmo. Você não tem que desistir da vida que você teve antes de ser diagnosticado com artrite, mas você deve colocar em ação um plano que você fez (veja acima). Não é surpreendente escutar que os pacientes melhor sucedidos são aqueles que fizeram mudanças, tais como se exercitar mais, perder peso e ingerir alimentos mais nutritivos. Reconhecer a sua responsabilidade e habilidades, cuidar bem de você mesmo com o objetivo de viver saudavelmente. Fique certo que seus objetivos são realistas, mesmo se eles envolvam apenas pequenos passos no início. Aliste sua família e amigos para ajudá-lo a fazer mudanças saudáveis e administre o seu próprio comportamento frequentemente.

Fonte: Revista ARTHROS – 2010.

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